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Moçambique e Tanzânia podem transformar África Oriental no novo polo de exportação de GNL para a Ásia

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Tanzânia espera assinar até junho o acordo para construir uma usina de gás natural liquefeito (GNL), de 42 biliões de dólares. Segundo o Governo tanzaniano, juntamente com projectos em Moçambique, a iniciativa pode transformar a África Oriental num importante polo de exportação de para a Ásia.

A Tanzânia prevê assinar antes de Junho um acordo para relançar o projecto de uma central de gás natural liquefeito (GNL), avaliado em 42 biliões de dólares. O início da produção está previsto para daqui a oito anos, segundo fontes governamentais, citadas pelo jornal offshore engineer.

O mega-projecto é operado conjuntamente pela Equinor e pela Shell, com a participação da Exxon Mobil, Pavilion Energy, Medco Energi e da petrolífera estatal TPDC. As reservas estimadas ascendem a 47,13 biliões de pés cúbicos de gás natural.

O projecto esteve paralisado na sequência de alterações propostas pelo Governo ao acordo financeiro assinado em 2023. As autoridades indicam que as negociações comerciais se encontram concluídas.

“Concluímos as discussões comerciais e estamos agora a definir o enquadramento jurídico”, afirmou Kitila Mkumbo, ministro de Estado para o Planeamento e Investimento, durante uma conferência de imprensa em Londres. Segundo o governante, trata-se do maior investimento de sempre no país.

O Executivo espera formalizar o acordo antes de Junho e estima a criação de mais de 100 mil postos de trabalho. O projecto é considerado estratégico para o crescimento económico nacional.

Em conjunto com os projectos de GNL em Moçambique, a iniciativa poderá afirmar a África Oriental como um importante polo de exportação para os mercados asiáticos. A região procura captar investimento num contexto de procura crescente por gás natural.

Mkumbo revelou ainda que a Presidente Samia Suluhu Hassan autorizou o banco central a vender parte das reservas de ouro. A medida visa assegurar financiamento para projectos de infra-estruturas em curso.

As declarações surgem num contexto de pressão financeira externa, após vários parceiros bilaterais reverem o apoio ao país. A decisão segue-se à instabilidade política gerada pelas eleições do ano passado.

Organizações da oposição e activistas de direitos humanos denunciam mortes durante os distúrbios pós-eleitorais, números que o Governo contesta, sem apresentar uma estimativa oficial. A situação levou à retenção de entre 2 e 3 biliões de dólares do orçamento de desenvolvimento, estimado em 10 biliões.

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