Governos africanos preparam-se para o fim da Lei de Crescimento e Oportunidade para África, o acordo comercial preferencial com os Estados Unidos, prorrogado por apenas mais um ano.
Este cenário representa um revés para os exportadores, mas também abre oportunidades para apostar na Zona de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), no comércio electrónico e na redução de riscos geopolíticos.
Segundo Jane Nalunga, especialista em comércio e directora do SEATINI, citado pela África News, uma agência de notícias pan-africana independente, os países africanos podem moldar um futuro comercial mais independente e aproveitar novas oportunidades e fortalecer a economia.
No sector mineiro, o ouro valorizou-se 65% em 2025, tendência que se mantém em 2026. Apesar de África ser o maior produtor mundial, o metal continua a ser usado apenas como fonte de divisas, sem explorar totalmente o seu potencial estratégico.
Em paralelo, a segurança da água preocupa o continente. As cidades africanas irão albergar 1,5 mil milhões de pessoas até 2050, mas os investimentos em água e saneamento não acompanham o crescimento populacional e industrial, levando a perdas estimadas de 5% do PIB anual.
A União Africana declarou 2026 como o Ano da Segurança da Água. A grande questão é: os governos conseguirão finalmente transformar a consciencialização em acção?