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BCL defende coordenação reforçada para que retoma do GNL se traduza em oportunidades para os moçambicanos

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A informação foi tornada pública pelo Bureau de Conteúdo Local (BCL) da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que defende uma coordenação mais forte entre o Governo, o sector privado, as instituições financeiras e os operadores dos projectos, de modo a garantir que a retoma dos grandes projectos de gás natural liquefeito (GNL) se traduza em oportunidades concretas para as empresas e os trabalhadores moçambicanos.

Segundo o BCL, o Coordenador de Monitoramento e Desenvolvimento da instituição, Amahoro Lins, fez este apelo durante a Reunião de Especialistas, subordinada ao tema “Implicações, Expectativas e Realidades em Torno da Retoma dos Projectos de GNL em Moçambique”, realizada no dia 26 de Agosto, no Hotel Cardoso, em Maputo.

Na ocasião, Lins sublinhou a importância de melhorar o acesso a dados fiáveis e actualizados sobre o conteúdo local, destacando o financiamento, a preparação para os negócios e uma maior integração nas cadeias de abastecimento como factores-chave para aumentar a participação das empresas moçambicanas no sector.

O BCL tornou ainda pública a sua ambição de integrar 10.000 empresas moçambicanas nas cadeias de abastecimento e contribuir para a criação de dois milhões de empregos, directa ou indirectamente, através da diversificação económica apoiada pelos grandes projectos de investimento.

A reunião decorreu num contexto em que Moçambique avança para a retoma dos grandes empreendimentos de GNL, renovando as expectativas quanto ao potencial impacto económico dos projectos nas empresas e nas comunidades locais, segundo a informação divulgada pelo BCL.

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