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Eni avança no Coral North com lançamento do casco da nova unidade FLNG

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A Eni lançou o casco da unidade flutuante de liquefacção de gás natural do projecto Coral North FLNG, desenvolvido na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. O anúncio foi feito pela petrolífera italiana, segundo informação divulgada pelo portal Club of Mozambique.

A cerimónia decorreu num estaleiro naval na Coreia do Sul e contou com a presença de representantes do Governo moçambicano, incluindo o Ministro dos Recursos Minerais e Energia. Estiveram igualmente presentes executivos da Eni e parceiros do consórcio da Área 4.

O lançamento do casco assinala uma fase determinante na construção da futura unidade Coral North FLNG, cuja capacidade de produção anual está estimada em 3,6 milhões de toneladas de gás natural liquefeito. Quando entrar em operação, o projecto deverá praticamente duplicar a actual capacidade de produção de GNL de Moçambique.

A aposta em infra-estruturas flutuantes em águas profundas é apresentada como uma solução estratégica, tanto do ponto de vista técnico como da segurança operacional. O modelo permite mitigar riscos no terreno e garantir maior eficiência produtiva.

Apesar dos avanços registados, analistas sublinham que o impacto do Coral North na economia nacional dependerá da sua conversão em benefícios concretos para a população. O reforço do conteúdo local, a criação de emprego qualificado e a integração de empresas nacionais permanecem desafios centrais.

O avanço do projecto reforça as perspectivas de consolidação de Moçambique como fornecedor relevante de gás natural no mercado internacional. Num contexto de transição energética, o gás assume um papel central como fonte intermédia e como potencial gerador de receitas públicas.

Segundo a Eni, a entrada em produção da unidade Coral North está prevista para 2028, em linha com a estratégia nacional de valorização sustentável dos recursos gasíferos. A estabilidade política, a segurança e a previsibilidade regulatória serão determinantes para preservar a confiança dos investidores.

A continuidade do Coral North, assim como de outros projectos estruturantes no sector energético, dependerá da capacidade do país em assegurar um ambiente favorável ao investimento. O sucesso do projecto será um teste decisivo para o futuro económico e energético nacional.

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