O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu este sábado, em Xai-Xai, província de Gaza, que a preservação da paz constitui uma responsabilidade permanente de todos os moçambicanos.
Daniel Chapo falava durante as cerimónias centrais do Dia da Paz e Reconciliação, que assinalam o 34.º aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP), celebrado a 4 de Outubro de 1992, em Roma, entre o Governo e a Renamo.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado afirmou que a paz é “um compromisso irrevogável” e destacou a necessidade de garantir que os seus benefícios alcancem todas as famílias moçambicanas. Para o Presidente, a paz deve estar associada à dignidade, à reconciliação e à construção de um futuro comum.
Daniel Chapo destacou igualmente o papel das confissões religiosas na promoção da paz e da segurança, sublinhando a sua contribuição para o processo de pacificação e reconciliação nacional.
Segundo o Presidente, vários líderes religiosos desempenharam um papel determinante durante o conflito, tendo alguns arriscado a própria vida para levar uma mensagem de esperança e paz às zonas afectadas pela guerra.
“Vários líderes religiosos arriscaram a própria vida, deslocando-se à mata da Gorongosa para levar esperança e paz a Moçambique”, declarou Daniel Chapo.
As celebrações deste ano decorrem sob o lema “A religião como promotora da paz e da segurança”, numa homenagem ao contributo das confissões religiosas para a construção da paz no país.
As cerimónias centrais tiveram lugar na Praça dos Heróis, em Xai-Xai, onde foi depositada uma coroa de flores. O programa incluiu ainda uma comunicação do Chefe do Estado à Nação.
O Acordo Geral de Paz foi assinado em Roma, a 4 de Outubro de 1992, pelo então Presidente da República, Joaquim Chissano, em representação do Governo, e por Afonso Dhlakama, então líder da Renamo. O acordo pôs fim a 16 anos de guerra e criou as condições para a realização das primeiras eleições multipartidárias, em 1994.
Trinta e quatro anos depois da assinatura do acordo, Moçambique assinala o Dia da Paz e Reconciliação com um apelo renovado ao diálogo, à reconciliação e à responsabilidade colectiva na preservação da paz.