A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) recebeu, esta sexta-feira, em Maputo, uma delegação da ExxonMobil para avaliar o progresso dos projectos de gás natural no país, com destaque para o financiamento e a participação do conteúdo local nos grandes empreendimentos do sector.
O encontro acontece uma semana depois de uma delegação empresarial moçambicana ter visitado o campus da ExxonMobil, em Houston, nos Estados Unidos da América, no âmbito dos esforços para reforçar a cooperação entre empresas nacionais e a multinacional norte-americana.
Durante a reunião, a ExxonMobil reafirmou o compromisso de trabalhar com instituições moçambicanas para maximizar as oportunidades económicas resultantes dos projectos de gás natural.
Anthony Pryde, Director de Desenvolvimento da ExxonMobil para Moçambique, destacou a importância das parcerias com instituições nacionais para ampliar a participação dos moçambicanos na cadeia de valor do sector.
A CTA defende que o desenvolvimento dos projectos de gás deve traduzir-se em oportunidades concretas para o sector empresarial nacional, com impacto na criação de emprego e geração de rendimento.
Segundo Adrien Fray, Presidente do Bureau de Conteúdo Local da CTA, a estratégia passa por criar novos postos de trabalho, gerar rendimento para cerca de dois milhões de pessoas e abrir espaço para a participação de até dez mil empresas nacionais através de contratos e fornecimento de bens e serviços.
O Director do Clube de Petróleo, Alves Lampeão, que integrou a delegação empresarial que esteve nos Estados Unidos, considera que o conteúdo local deve ser encarado como uma vantagem estratégica para Moçambique e não apenas como uma obrigação associada aos grandes projectos.
O desenvolvimento do Rovuma LNG continua a ser apontado como uma das principais oportunidades para a transformação económica de Moçambique. O arranque definitivo do projecto mantém-se previsto para os próximos anos, estando agora em destaque a aguardada Decisão Final de Investimento (FID), que poderá abrir uma nova fase de investimentos e oportunidades para empresas e trabalhadores moçambicanos.
Para a CTA e os intervenientes do sector, a concretização destes projectos deverá ser acompanhada por uma maior integração das empresas nacionais, desenvolvimento de competências e criação de oportunidades sustentáveis ao longo da cadeia de valor do gás natural.