Os analistas internacionais antecipam que a normalização dos fluxos no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20 milhões de barris por dia, traga maior equilíbrio ao mercado global de energia. As previsões apontam para uma descida moderada dos preços, com o Brent a rondar os 80 dólares em 2026 e os 75 dólares em 2027.
O Goldman Sachs estima que o Brent encerre 2026 em torno de 80 dólares por barril, descendo para 75 dólares em 2027, enquanto o WTI deverá situar-se entre 70 e 75 dólares.
A Morgan Stanley confirma a tendência, apontando para valores entre 78 e 82 dólares no segundo semestre de 2026, com a redução do prémio de risco geopolítico a contribuir para a estabilização. Já o Bank of America prevê cenários mais voláteis, com preços médios de 77,5 dólares em 2026, podendo cair para 65 dólares em 2027, caso surjam novas perturbações.
A recuperação da navegação no Estreito de Ormuz é vista como factor determinante para a estabilização do mercado, ao garantir o fluxo contínuo de petróleo bruto. Apesar da melhoria, os analistas alertam que o sector energético continuará vulnerável a tensões regionais e à evolução da procura mundial, especialmente em função da transição energética e da desaceleração económica em alguns mercados.