O Governo de Burkina Faso anunciou, na passada quinta-feira (26), o rompimento imediato das relações diplomáticas com a França e acusou Paris de manter ambições neocoloniais, de interferir nos assuntos internos do país e de apoiar redes subversivas e terroristas. A decisão aprofunda a ruptura entre os dois países, iniciada com a retirada das tropas francesas do território burquinense, em 2023.
O anúncio foi feito através de um comunicado lido pelo ministro das Comunicações, Gilbert Ouedraogo, que afirmou não existirem mais condições para manter relações assentes no respeito mútuo, na confiança recíproca e na soberania nacional.
Sob a liderança do capitão Ibrahim Traoré, Burkina Faso reforçou a política de afirmação da soberania nacional, privilegiou o controlo dos seus recursos e reduziu a influência estrangeira. Em resposta, o Governo francês rejeitou as acusações, classificou a decisão como hostil e sem fundamento e anunciou que avalia a adopção de medidas de reciprocidade.