A Agência de Energia Rural (AMER) prevê que a taxa de acesso à energia eléctrica em Moçambique atinja 65% até ao final de 2026, resultado dos investimentos em infra-estruturas energéticas e da expansão contínua da rede eléctrica nacional para zonas urbanas e rurais.
A informação foi avançada durante a RENMOZ 2026, plataforma que reúne actores do sector energético para debater os desafios e oportunidades da transição energética, da electrificação rural e do desenvolvimento sustentável em Moçambique.
Segundo a AMER, o aumento da taxa de electrificação está alinhado com a estratégia nacional de garantir o acesso universal à energia, através da combinação de diferentes soluções, incluindo a extensão da rede eléctrica convencional e a implementação de sistemas autónomos baseados em energias renováveis.
A instituição destacou que o reforço dos investimentos em infra-estruturas energéticas tem permitido acelerar a ligação de comunidades anteriormente sem acesso à electricidade, contribuindo para a melhoria das condições de vida das populações, o desenvolvimento económico local e a criação de novas oportunidades de emprego.
Durante o evento, foi igualmente sublinhada a importância das energias renováveis, nomeadamente os sistemas solares fotovoltaicos, na expansão do acesso à energia em regiões remotas onde a extensão da rede nacional apresenta maiores desafios técnicos e financeiros.
Os participantes da RENMOZ 2026 defenderam ainda uma maior colaboração entre o Governo, sector privado, parceiros de cooperação e instituições financeiras, com vista a mobilizar recursos para acelerar os projectos de electrificação e garantir a sustentabilidade dos investimentos.
A meta de 65% representa mais um passo no caminho para a universalização do acesso à energia em Moçambique, considerada essencial para impulsionar a industrialização, melhorar os serviços públicos e promover o crescimento económico inclusivo.
A expansão da electrificação é vista como um dos pilares para o desenvolvimento sustentável do país, contribuindo para a redução das desigualdades sociais e para o fortalecimento da resiliência das comunidades perante os desafios económicos e climáticos.