Moçambique adiou para 2027 a conclusão da Central Térmica de Temane, um projecto estratégico de produção de energia a gás com capacidade de 450 megawatts. O atraso deve-se ao aumento dos custos de construção e a constrangimentos operacionais que comprometeram o cronograma inicial.
A central, cuja entrada em operação comercial estava inicialmente prevista para finais de 2023, sofreu um atraso superior a dois anos. Segundo a empresa promotora, Globeleq, citada pela Profile, vários factores explicam o adiamento, incluindo eventos climáticos extremos, tensões sociais pós-eleitorais e a saída da empreiteira original.
O custo estimado do projecto, inicialmente de cerca de 652 milhões de dólares, registou um aumento significativo. O Governo está a analisar mecanismos para mitigar o impacto orçamental deste aumento de custos.
A nova empreiteira, a turca Enka İnşaat, assumiu em finais de 2025 a conclusão das obras remanescentes, com o projecto já 70% executado à data da substituição da construtora espanhola TSK.
A Central Térmica de Temane irá fornecer energia à Electricidade de Moçambique (EDM) e será abastecida com gás natural proveniente dos campos de Pande e Temane, explorados em parceria com a Sasol. A energia será injectada directamente na rede nacional a partir da entrada em operação prevista para 2027.
O Governo considera a conclusão do projecto estratégica para reforçar a segurança energética nacional, reduzir a dependência de importações e aproveitar melhor os recursos internos de gás natural. Atualmente, Moçambique possui reservas recuperáveis de cerca de 150 biliões de pés cúbicos de gás natural.