O Director-Geral do Clube de Petróleo, Alves Lampeão, defendeu que as empresas moçambicanas devem apostar no desenvolvimento de competências para se tornarem elegíveis nos mega-projectos, sobretudo na indústria extractiva. A posição foi apresentada durante um encontro de negócios promovido pela Câmara de Comércio Moçambique–Estados Unidos.
A agremiação realizou, esta quinta-feira, um encontro executivo dedicado à análise dos desafios e oportunidades no sector de petróleo e gás, reunindo representantes do empresariado nacional e parceiros estratégicos.
Na ocasião, a liderança da Câmara destacou a necessidade de o empresariado moçambicano deixar de assumir um papel meramente observador e passar a ter maior influência nos processos de negociação ligados aos grandes investimentos do sector energético.
Por sua vez, Alves Lampeão sublinhou que as empresas nacionais precisam compreender as reais necessidades das multinacionais no âmbito da contratação de serviços, defendendo igualmente uma maior união entre os operadores nacionais para garantir melhor preparação e competitividade.
O debate acontece numa altura em que foi recentemente aprovada a Lei do Conteúdo Local, iniciativa que tem sido amplamente saudada pelo sector produtivo, por abrir espaço para uma participação mais activa das empresas moçambicanas nos grandes projectos.
Durante o encontro, intervieram também Afonso Khossa e Lucas Alfrente, que destacaram a importância da capacitação empresarial e da criação de oportunidades sustentáveis para o empresariado nacional.
O evento serviu ainda como espaço de reconhecimento de empresas que têm contribuído para o crescimento e fortalecimento da Câmara de Comércio Moçambique–Estados Unidos.